segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Integrar a animação missionária na vida pastoral das dioceses e paróquias



Cerca de 70 pessoas participaram nos dias 09 – 12 de Novembro no Centro Apostólico do Sameiro na Assembleia Anual do ANIMAG. A Assembleia fora programada para que IMAG e ANIMAG, ao participar juntos da mesma sessão de estudo, buscassem uma visão conjunta sobre a missão e a animação missionária. Mas, pelos seus compromissos apenas alguns membros do IMAG (provinciais) participaram.

O tema central da Assembleia foi o estudo e o aprofundamento de recente Carta Pastoral dos Bispos “Como eu vos fiz, fazei vós também – para um rosto missionário da Igreja em Portugal”, que visa dar “orientação à Missão em Portugal” e “avivar a vocação missionária de todos os cristãos”.

Dom António Couto, ao apresentar as ideias mestras da Carta, entre vários aspectos insistiu no “como”, no modo, no estilo da missão, seguindo o estilo de Cristo. Não se trata tanto fazer coisas, nem mesmo muitas coisas, mas fazê-las ao jeito de Cristo. O que conta é a atitude, o estilo, “pois tudo se define a partir de Cristo, quanto à origem e à eficácia da missão” (Bento XVI no Porto). A vinculação a Cristo e ao seu estilo são fundamentais. Evidente que o “como” leva a uma conversão pessoal, comunitária e das próprias estruturas da pastoral.

Sublinhou igualmente a necessidade e a urgência da missão, da evangelização. Tudo o que a Igreja é chamada a fazer é “evangelizar”, pois essa “constitui a graça e a vocação própria da Igreja, a sua identidade mais profunda” (EN 14). Acolher Cristo, o Evangelho, e tal acolhimento é cheio de consequências humanas, sociais e económicas.

Outro aspecto sublinhado foi o papel e o lugar dos leigos na missão e na evangelização. Eles são a energia nuclear do cristianismo e ou os leigos se comprometem e evangelizam ou então não teremos mesmo a evangelização. E a evangelização é um acto comunitário e não obra de franco atiradores.

O Padre Luis Miguel Figueiredo do clero de Braga falou de uma pastoral renovada com incidências na catequese e na educação da fé, sublinhando que toda a pastoral, imitando a caridade de Cristo, Bom Pastor, é missionária.

O Padre Manuel Augusto, dos Padres Combonianos, em sua apresentação falou da articulação entre as igrejas locais, sujeito da missão, e os institutos missionários. Propus uma presença renovada dos institutos missionários em Portugal. Uma presença com mais sentido de igreja local, voltada mais para o Kérigma e para a vivência do carisma, que como fermento está ao serviço da igreja local. Insistiu na necessidade de maior sinergia e colaboração entre os institutos missionários e destes com as igrejas locais, com acções mais finalizadas e articuladas para que as dioceses e paróquias pouco a pouco adquiram um rosto missionário.

Uma das acções em programação para ajudar a igreja portuguesa a ser mais missionária é a exposição missionária que os institutos missionários, em diálogo com o Santuário de Fátima, está a programar para os espaços do Santuário. É vontade, tanto do Santuário como do IMAG e ANIMAG que no próximo em Maio 2011 esteja já a funcionar. A Assembleia foi igualmente um momento de grande união, comunhão e diálogo de todos dos institutos missionários, que nos ajuda a caminhar juntos e unidos.
António Farias

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Católicos devem estar disponíveis para anunciar a sua fé


Institutos Missionários chamam todos os leigos para assumirem um papel mais activo no anúncio de Deus

Portugal é cada vez mais visto, pelos Institutos Missionários Ad Gentes, como um país de missão, onde se torna urgente anunciar Cristo a uma sociedade distante de Deus e da Igreja.

“É importante despertar cada um a ser testemunha da sua fé, onde quer que se esteja”, sublinha o padre António Farias, em declarações à agência ECCLESIA.

Para o presidente da Animação Missionária dos Institutos Ad Gentes (ANIMAG), há uma mudança que tem de ser feita, a começar pelo papel que os leigos devem desempenhar, dentro da Igreja, nas realidades locais de cada um.

“Temos de crescer na confiança mútua, a Igreja não pode viver estanque, tem que ser aberta, todos temos sempre algo a partilhar”, desafia o sacerdote.

Esta preocupação foi o tema central da Assembleia-geral da Animação Missionária dos Institutos Ad Gentes (ANIMAG), realizada em Fátima, entre os dias 9 e 12 de Novembro.

Um encontro que debateu as linhas mestras do documento “Para um rosto missionário da Igreja”, carta pastoral dos bispos portugueses que foi emitida, precisamente, para motivar a vocação missionária de todos os cristãos.

A criação de centros missionários diocesanos e paróquias, em estreita colaboração com os Institutos Missionários, é uma das soluções que o documento apresenta.

Realçando que já se começam a ver os primeiros centros desse género, em dioceses como Braga e Porto, o padre António Farias sublinha que “o mais importante é que todos esses grupos sejam imbuídos de um espírito dinâmico, criativo, que leve as pessoas a viverem a sua fé e a partilhá-la com os outros, não vivendo apenas para si, mas para os outros”.

Quanto à colaboração que os institutos missionários devem dar, na criação e promoção desses “núcleos de evangelização”, o presidente dos ANIMAG defende uma “ajuda que seja integrada na pastoral local e não uma coisa que venha de cima, sem estar em contacto com aquelas realidades”.

Como exemplo positivo desta colaboração entre os institutos missionários e as paróquias ou dioceses, o sacerdote refere as semanas missionárias, que “têm sido uma peça fundamental para ajudar a uma mudança de mentalidade, procurando que as comunidades “cresçam, na partilha da fé”.

Ao longo da Assembleia-geral dos ANIMAG, que reuniu cerca de 70 pessoas, entre sacerdotes e religiosos, ficou também clara a vontade de todos os institutos missionários aumentarem a comunhão e a partilha de experiências, para o desenvolvimento de acções mais abertas e eficazes junto das diversas comunidades.

Exemplo disso mesmo é um projecto que está a ser organizado pelos ANIMAG, com vista à realização de uma “Exposição Missionária”, em Fátima.

O objectivo desta iniciativa, que deverá ter lugar em Maio de 2011, será abrir a acção missionária às pessoas, ajudando crentes e não crentes a perceberem os diferentes carismas de cada Instituto e a perceberem o que significa a vocação missionária da Igreja.
Fonte: Ecclesia

Braga: Arquidiocese já abriu o seu Centro Missionário

Respondendo aos apelos deixados pelos bispos portugueses, nos n.ºs 20 e 21 da carta pastoral da Conferência Episcopal Portuguesa, “Como Eu vos fiz, fazei vós também” – Para um rosto missionário da Igreja em Portugal, a Arquidiocese de Braga constituiu em Novembro o seu Centro Missionário.

De acordo com uma nota pastoral de D. Jorge Ortiga, enviada à agência ECCLESIA, esta nova estrutura terá como principais objectivos “promover e coordenar a formação, animação e cooperação missionária de todos os cristãos”, estimulando os fiéis a viverem a sua vocação missionária; incentivando a criação de “Grupos Missionários Paroquiais” e desenvolvendo uma relação de maior proximidade entre as comunidades locais e os diversos Institutos Missionários.

O comunicado do arcebispo de Braga informa ainda que o Centro Missionário Arquidiocesano de Braga integra sacerdotes, religiosas e leigos e a sua composição poderá ser reformulada periodicamente e sempre que necessário.

Fonte: Ecclesia