segunda-feira, 28 de março de 2011

«Se conhecesses o dom que Deus tem para dar e quem é que te diz: “dá-me de beber”, tu é que lhe pedirias, e Ele havia de dar-te água viva!» (Jo4, 1-4

Neste ano litúrgico, do ciclo A, os Evangelhos introduzem-nos no sacramento do Baptismo. E porque será? Porque na Igreja primitiva fazia-se uma longa preparação para receber este sacramento. Este caminho chegava ao seu ponto mais alto no dia da Vigília, onde o catecúmeno era submerso na piscina, cheia de água, e faziam-no três vezes, para ser purificado, e assim era introduzido na grande Família da fé, nascendo para uma Nova Vida em Cristo.

O símbolo mais importante das leituras deste Domingo é a Água, e tudo o que ela representa. Para os povos antigos especialmente os orientais, a água simboliza a vida. No Novo Testamento, com o Baptismo, a água está relacionada com a salvação, e com a participação na mesma vida de Deus.

domingo, 20 de março de 2011


“Senhor, que bem estamos aqui! Façamos três tendas”



Encontramo-nos mais uma vez rumo à Páscoa do Senhor.

Nesta 2ª semana da Quaresma Jesus chama-nos a ir ao seu encontro no monte Tabor Ele caminha connosco para a cidade de Jerusalém, percorre com os discípulos de hoje a estrada das vivências quotidianas. Na verdade onde encontraremos a um Jesus sedento das nossas vidas? Onde se encontrará a sua presença delicada e paciente?

Sim, ele está totalmente e convida-nos a estar da mesma forma: nas circunstâncias de dor, de incapacidade, de tensão, de confusão, de pobreza. Deseja abraçar-nos das mais diversas formas, deseja que nos saibamos amados. Ninguém conhece como Ele as genuínas necessidades do coração humano às quais só Deus pode dar resposta cabal. Assim, Jesus como amigo de confiança não nos deixa na ignorância, quanto a estas coisas, leva-nos em comunidade a experienciar o Tabor, a presença una e trina de Deus que, abraçando por completo a história pessoal e comunitária a integra. Na cena da transfiguração, junto com Jesus vemos portanto, Abrãao e Moisés símbolos do Antigo Testamento cujo tema de conversa é a paixão de Cristo, aqui nada nem ninguém fica excluído. Este Cristo é quem fala ao coração de cada pessoa e, em Si mesmo, na sua pessoa em relação revela à humanidade o sonho de Deus. O sonho de um homem pleno que, se aceita a si próprio e deixa amar tal como é. Este é sem dúvida um homem pobre que aprende a confiar e a entregar-se, passo -a - passo, na vertigem de um amor que nos faz um.

sábado, 12 de março de 2011

Para rezar...


“Não só de pão vive o homem, mas de toda a Palavra que sai da boca de Deus” (Mt 4,1-11)
A liturgia do primeiro Domingo da Quaresma apresenta-nos Jesus a ser tentado no deserto. Jesus enfrenta a tentação. Ele viveu o mesmo que nós vivemos. Ele quis viver, na sua própria carne, as mesmas tentações, para que nas nossas tentações possamos aprender, com Ele, a sair de aí. Ele vive em nós, e por isso no meio da tentação podemos deixá-lo actuar em nós. Ele fez-nos carne da sua carne, uniu-nos a Ele e n’Ele saímos vencedores cada dia.
Senhor, Tu foste até ao deserto e assim pudeste experimentar, a fundo, o que significa a tentação. Nós no deserto da vida- ou seja, nos momentos onde não vemos o fruto da nossa entrega, em que tudo é árido, ou quando não sentimos a bondade frente ao mal que nos rodeia, ou quando sentimos o fracasso- nesses momentos sentimos fome de Ti. Sentimos fome de sermos compreendidos, de ver os êxitos, de sentir que o que fazemos tem futuro ou que serve para alguma coisa. Nesses desertos, Senhor, somos tentados e, Tu és tentado connosco.

“Não só de pão vive o homem, mas de toda a Palavra que sai da boca de Deus” (Mt 4,1-11)

A liturgia do primeiro Domingo da Quaresma apresenta-nos Jesus a ser tentado no deserto. Jesus enfrenta a tentação. Ele viveu o mesmo que nós vivemos. Ele quis viver, na sua própria carne, as mesmas tentações, para que nas nossas tentações possamos aprender, com Ele, a sair de aí. Ele vive em nós, e por isso no meio da tentação podemos deixá-lo actuar em nós. Ele fez-nos carne da sua carne, uniu-nos a Ele e n’Ele saímos vencedores cada dia.
Senhor, Tu foste até ao deserto e assim pudeste experimentar, a fundo, o que significa a tentação. Nós no deserto da vida- ou seja, nos momentos onde não vemos o fruto da nossa entrega, em que tudo é árido, ou quando não sentimos a bondade frente ao mal que nos rodeia, ou quando sentimos o fracasso- nesses momentos sentimos fome de Ti. Sentimos fome de sermos compreendidos, de ver os êxitos, de sentir que o que fazemos tem futuro ou que serve para alguma coisa. Nesses desertos, Senhor, somos tentados e, Tu és tentado connosco.

quinta-feira, 10 de março de 2011

“Se alguém quiser seguir-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me”

Com a 4ª feira de Cinzas começamos o tempo quaresmal. Estes dias são favoráveis para aproximar-nos de Jesus e poder acompanhá-lo no Seu caminho até à cruz.

Somente um amigo pode compreender o significado da dor, da luta, do caminho, do sofrimento, da alegria dos sonhos, dos desejos do seu amigo intimo e, só a amizade verdadeira pode chegar a acompanhar todos os momentos da vida. Com frequência dizemos que se vêem quem são os nossos verdadeiros amigos nas dificuldades. Aí, somente permanecem os autênticos amigos e as pessoas que estão dispostas a dar a vida por nós.