segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Jornadas Missionárias Nacionais- Fátima


Jornadas Missionárias 2015 debate o tema: Missão sempre e em todas as frentes


As Jornadas Missionárias nacionais-2015, teve lugar no Centro Paulo VI, em Fátima no último final de semana 19 e 20 de setembro e contou com cerca de 300 participantes provenientes de diversos lugares do país.

 Este ano os organizadores escolheram o tema: Missão sempre e em todas as frentes. Ad Gentes e Igrejas particulares, sobre a qual se procurou refletir através de conferências, workshops, testemunhos, diálogo e convívios.

Já na abertura das Jornadas, o bispo D. Manuel Linda apelou a todos a se envolverem sempre mais na dimensão missionaria da igreja portuguesa para se se torne mais viva e eficaz.

O Padre Fernando Domingues, diretor Geral da Obra de São Pedro apostolo, interveio afirmando que ser missionário é cumprir  um dado e uma tarefa que vem de Jesus Cristo, quando dizia aos seus apóstolos, ‘Vinde ver e Depois ide’ Para confirmar citou a Carta pastoral da conferencia episcopal portuguesa de 2010,  ‘Como eu vos fiz, fazei vós também, para um rosto missionário em Portugal’’ e também o Decreto Ad Gentes, sobre a atividade missionaria da igreja do papa Paulo Vl do ano de 1965. Esses e outros documentos afirmam que a Igreja vive para se missionaria, por isso é urgente sempre mais viver em estado permanente de missão, como lembra o Papa Francisco.

O Padre Fernando, mostrou aos participantes  um vídeo feito pelas obras pontifícias da Austrália que, mostrava os primeiros passos da comunidade cristã criada na Mongólia há 20 anos. Onde os Missionários da Consolata estão inseridos desde 2005, todos alegraram-se ao verem uma igreja em evangelização permanente.

Sobre  a missão de alto risco e os refugiados os participantes ouviram o testemunho, proferido em primeira pessoa, pelo Padre. Paul Karam, libanês, de rito maronita e Presidente da Caritas nacional do Líbano . Ele afirmava que o Médio Oriente é hoje, para os cristãos, terra de mártires.  E apelava: ‘Estamos comprometidos com este drama que gera milhões de refugiados. Vamos abrir as portas e o coração aos nossos irmãos que fogem da morte e da perseguição. Salvar vidas é uma grande missão”.

Alguns pontos importantes que foram citados na conclusão dos trabalhos:

1. Portugal está convocado para a missão, mas a resposta é ainda muito ténue.

2. É fundamental ter claro que a missão ad intra não anula a missão ad extra.

3. É vital que as dioceses entrem num dinamismo de partilha de pessoas e bens.

4. As geminações de algumas dioceses (Leiria-Fátima / Sumbe e Braga / Pemba) são o rosto de uma Igreja aberta, universal e solidária.


Falou-se que o Decreto Ad Gentes sobre a atividade missionária da Igreja, aprovado há 50 anos no fim do Concílio Vaticano II, apresenta desafios cruciais para a missão de hoje. Como:

a. O início da missão acontece na experiência de Cristo no meio de nós.

b. A Igreja é missionária na sua natureza e, como tal, quando falta a missão, não
há Igreja. A pastoral nas paróquias só se entende se organizada de maneira missionária.

c. A finalidade da missão não pode ficar somente no anunciar ou no conhecer; é
imprescindível fazer discípulos.

d. Os caminhos da missão terão que passar pelo testemunho, caridade e diálogo.

e. A renovação das paróquias e dioceses só acontecerá quando existirem iniciativas missionárias.

Salientou-se também que a  Igreja em Portugal celebra o 5º aniversário da Carta pastoral «Como Eu vos fiz fazei vós também». Para um rosto missionário da Igreja em Portugal que propõe a criação de Centros Missionários Diocesanos e Grupos Missionários Paroquiais. Estes caminhos levam as comunidades a descobrir que sair é uma riqueza e não um empobrecimento. Há dioceses que já deram esse passo; é fundamental que outras acreditem e o concretizem.


Anunciou-se que as próximas Jornadas Missionárias serão realizadas em Fátima a 17 e 18 de setembro de 2016.

As Jornadas Missionárias são organizadas por: Comissão Episcopal Missões, Obras Missionárias Pontifícias e CIRP (Conferencia dos religiosos de Portugal) através do IMAG (Institutos Missionários ad Gentes)

João Amâncio


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